quinta-feira, 9 de maio de 2013

Um Encontro... muitos confrontos...


   Estou participando de um encontro de líderes cristãos... ninguém pode prever o que vai acontecer num encontro. Encontros podem significar o começo de algo novo, ou o fim de algo existente. Embora existam encontros de onde se sai do mesmo jeito, nada acontece... e a gente  volta sem nada pra contar, nada foi acrescentado, nada mudou. Claro que depende muito da disposição dos que se encontram... às vezes existe coisa nova no ar, boas propostas, mas um dos lados não abre mão de suas crenças, de suas certezas, é irredutível em suas posições, é insensível em sua avaliação do que se apresenta, vê com desdém ou cinismo o outro e o que ele traz... então não nasce coisa nova do encontro... não nasce um novo momento, não nasce uma nova perspectiva, nem um novo amor, nem uma nova missão...
   Este 40º Encontro da SEPAL, definitivamente não está se mostrando um encontro insosso, uma mera formalidade, mais um evento... verdade é que eu vim com o coração e a mente aberta para algo novo... na verdade nunca consegui deixar de lado o meu (agora velho) coração de estudante... E de alguma forma este Encontro foi um re-encontro com o meu passado. Ouvir o Asaph Borba dirigindo o louvor, e ser ministrado pelo pastor Jerê, me fez voltar 20 anos antes, quando eu ainda era um seminarista cheio de sonhos, e participava do Congresso da VINDE, em Recife... talvez alguns até se escandalizem, mas eu ainda continuo o mesmo garoto ávido por conhecimento e com o senso de que pouco sabe para as tarefas que estão por vir à frente... não perdi o coração de estudante!

Com Asaph Borba       
             Pr. Jeremias Pereira, ou simplesmente pastor Jerê, como o conhecemos no século passado, continua nos trazendo uma mensagem profunda de Deus, com um carinho peculiar e com aquele senso de humor mineiro que só ele tem. Agora com os cabelos brancos...Falou-nos sobre a mensagem de Deus a Israel: Eu é que sei os planos que tenho pra vocês... desafiou-nos a ver a vida sob o prisma da inescrutável soberania de Deus. E ele pode falar disso, ele que perdeu a querida esposa ainda muito jovem há mais de 10 anos... e ficou com os filhos pequenos, na época ele escreveu "Quando as coisas vão de mal a pior"... Não é um texto de auto-ajuda!
 Pr. Jerê                            
 O tempo vai passando e a gente vai consolidando nossas ideias, nossos conceitos... e eles vão se tornando em paradigmas, que são nossa maneira de entender o mundo e agir sobre ele. (Claro que este é um conceito meu, mas que não deve ficar tão distante do conceito acadêmico proposto por Thomas Kuhn).  A repetição das coisas e a taxa de sucesso das mesmas nos fazem consolidar nossos paradigmas... talvez ele tenham se iniciado moles, flexíveis, mas vão endurecendo com o tempo. E não apenas isso, mas passamos a vê-los com carinho, passamos a protegê-los, e atacamos todos que querem alterar nossos paradigmas. É como se isso fosse roubar parte de nós. Afinal são frutos de nossas vivências, nossas reflexões, nosso aprendizado... enfim é algo nosso!
     Imagine que você vai a um encontro e chegando lá alguém lhe apresenta algo que contradiz seu paradigma, e o desafia a abraçar outro paradigma. Seu orgulho é o primeiro a protestar. Já está tudo tão arrumado na cabeça, tudo tão organizado... tá funcionando, e vem você apresentando algo que lhe confronta, que lhe move a sair da sua zona de conforto, a questionar suas crenças, a ser desafiado a abandonar seus paradigmas... Foi isso que me aconteceu nesse encontro...
   Pr. Marco Veja veio de El Salvador, magrinho, fala mansa, simples... pastoreia a igreja Elim, um organismo em células (óbvio, todo organismo tem uma estrutura celular...). Apresentou-nos um panorama do livro de Atos dos Apóstolos como eu nunca tinha percebido antes (olha que eu tive a oportunidade de lecionar durante alguns anos o livro de Atos, no meu querido STPN).  Mostrou-nos os registros de Lucas em Atos como a relutância da igreja em Jerusalém em abrir mão dos seus paradigmas da lei mosaica de relacionamento com Deus, para abraçar os novos paradigmas da graça... fez links com a carta aos Gálatas demonstrando que, de fato Pedro, não obstante toda a insistência divina, continuava agarrado aos seus velhos paradigmas...



     Pr. Jeremias e Pr. Marco Vega também trabalharam com o texto de Jer 29.4-11... um povo de Deus em Babilônia, conclamado a interceder pela cidade em que estavam, a trabalhar pelo Shalom (pela prosperidade, pela paz) daquele lugar, a plantar pomares, a fazer aumentar o povo de Deus...
    Dr. Bishara Awad veio de Belém, da Cisjordânia. Ele é palestino, cristão, fundador e diretor da Faculdade Bíblica de Belém. Começou trazendo o Salmo 11.3: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” Falou sobre sua história... sua família. Seu pai morreu na guerra de 1948, e sua mãe foi acolhida com os filhos na casa de muçulmanos, em Jerusalém. Falou sobre a ocupação da terra pelos israelenses... como na época dos romanos... agora os judeus são os ‘opressores’. Mas falou sobre o sublime amor de um judeu chamado Jesus, amor este que constrange os cristãos palestinos a amarem seus irmãos israelenses e orar por eles. Falou sobre a segunda milha...
Pr. Bishara e Marco Cruz (da Missão Portas Abertas)
Pensei nos meus paradigmas que me faziam ver os palestinos como as pedras no sapato de Israel. Pensei na minha educação que me inculcou um Israel triunfante... e eu li as biografias dos pais da nação de Israel, como Golda Meir, Moshe Dayan, Ythzak Rabin... e vibrei com cada vitória de Israel nas guerras de 1948, do Sinai em 1956, dos Seis Dias em 1967 e do Dia do Perdão, em 1973.
     Agora estou ouvindo um cristão palestino falando do amor de Jesus (nas palavras do professor Geza Vermes, Jesus, o Judeu), falando do verdadeiro aprendizado da Segunda Milha...
     É muito confronto, é muito paradigma a ser abandonado... que Deus me ajude...
       E ainda não terminou... hoje ainda tem o Miss. Ronaldo Lidório

terça-feira, 23 de abril de 2013

Confissões (parte 2)

   Há pouco mais de um ano, eu postava a primeira parte de minhas confissões... agora vai a segunda parte. Daqui a 10 anos eu termino de confessar tudo!!!


    Hoje as pessoas participam de tantas comunidades virtuais,  mas às vezes não encontram um ser humano de carne e osso para abraçar e partilhar o dia-a-dia. Naquela época o mundo virtual ainda era um exercício de ficção científica, e nós pertencíamos à comunidade da igreja local, que curiosamente chamava-se “Acampamento”. Foi  um espaço onde fizemos amigos, nos entendemos queridos e amados, e exercitamos nossa fé. Muito do que sou hoje, devo aquelas pessoas. Gente humilde, sofrida, trabalhadora, piedosa. Gente com suas picuinhas, seus pra-que-isso, suas idiossincrasias, gente... Gente aprendendo a viver com gente. Ajudávamos e éramos ajudados, amávamos e éramos amados.
    Tínhamos um profundo senso de pertencimento. Ali estava uma comunidade na qual minha mãe crescera com outras moças, onde também havia casado, onde as pessoas conheciam não apenas o presente umas das outras mas o seu passado, e os seus antepassados. Riam, choravam e sofriam juntos...

    A igreja mostrou-se um lugar ideal para exercício de talentos. Tão logo pude comprei minha máquina de datilografia portátil. Era uma Remington. Equivalia hoje ao notebook Itautec no qual estou digitando estas memórias. Na velha Remington eu editava o jornal mensal do nosso Grupo Vocal: Chamava-se Shalom. Eu participava de dois grupos de cântico, o Coral de Jovens e o Vocal, recitava, compunha jograis e pequenas peças, dava aulas na Escola Dominical... Ah... era colportor. Para manter meus hábitos de leitura, passei a vender livros. Foram os primeiros de minha biblioteca! E como eu devorava livros!!
    Nosso grupo de jovens era de causar inveja... éramos mais de 100 jovens numa igreja de bairro. Tínhamos algumas lideranças que nunca esqueceremos, gente que nos inspirava, gente que nós queríamos seguir...
    Fazíamos viagens evangelísticas para o interior, que nos forjaram o entendimento de um evangelho simples, que podia ser compartilhado e vivido. Meu aniversário de 15 anos foi numa dessas viagens, à cidade de Custódia, sertão de Pernambuco.
    Com 16 anos incompletos comecei a trabalhar como Menor Auxiliar de Serviços Gerais no Banco do Brasil. Trabalhava de manhã na agência Centro Recife, estudava à tarde, e fazia curso de Contabilidade à noite. Lembro-me bem do ônibus do Alto José Bonifácio/João de Barros. Vinha cheio demais, apinhado de gente... Ainda bem que indo para o Banco, eu descia no ponto final.
     Nossa farda era azul, mas um azul muito feio. A camisa era de tergal (!). Éramos muitos menores no prédio.  A Centro Recife ocupava todo o prédio da Av. Rio Branco, 240. Eram 10 andares de gente comandada por um super-gerente que era quase um semi-deus. Boas lembranças daquela época.
     Integrando a equipe BB fui forjado como profissional, e lapidado nas preferências culturais. Os colegas eram apreciadores de viagens e de arte... E o menorzinho só ouvia os relatos.
     Fui aprovado no Concurso Interno e no meu aniversário de 18 anos assumi como funcionário da carreira administrativa do Banco. Naquele ano passei no vestibular e tive a cabeça raspada. Despedi-me do Colégio no qual estudei por 12 anos, e dos amigos de infância. Fiz minha primeira viagem em férias, para João Pessoa, Natal, Campina Grande,  Taquaritinga do Norte e Paulo Afonso. Meu irmão Heber me acompanhou pelo trajeto nas capitais, depois eu continuei sozinho pelo interior.

    Comprei meu primeiro carro, uma Brasília amarela, 1980, dois carburadores... zoadenta como ela só. Foi nela que eu e meu pai aprendemos a dirigir. O Córrego, onde morávamos estava cada vez mais violento. Muitos moradores originais da rua já haviam se mudado para outros bairros em busca de mais sossego. Assim que tivemos condições, custeamos a diferença de uma outra casa, e deixamos o nosso velho Córrego da Jaqueira, e passamos a integrar a comunidade do Rio Doce, em Olinda.
    Conciliei a Faculdade com o Seminário, e toquei os cursos de Administração de Empresas e Teologia. Novos amigos em ambas as instituições. Muita leitura, muito estudo.  Perto do fim do curso de Teologia, meu amigo Leandro me levou ao Ceará, e lá na bela praia da Taíba, eu conheci minha virgem dos lábios de mel, Elynes, na época estudante de Psicologia, com a qual casei 1 ano e meio depois, e raptei para Recife.
   Concluí os cursos, fui dar aulas de Teologia, enquanto minha carreira no Banco ia progredindo. Fizemos nossa primeira viagem à Europa em 1997, e para lá retornamos algumas vezes... e as paisagens e histórias dos livros passavam diante de nós, nas catedrais góticas, nas ruas, nos museus, jardins e palácios de Paris, Toledo, Madri, Burgos, Ávila, Barcelona, Genebra, Bruges, Bruxelas, Amsterdan, Florença, Milão, Roma, Nápoli, Praga, Budapeste, Viena, Salzburg, Colônia...


      Em 1999, nasceu nosso primeiro filho, Paulo César. Eu era pai... Tia Cida, que cuidou de meu irmão Bene, quando ele nasceu, veio nos ajudar a cuidar do Paulinho. Voltei para a Faculdade para cursar uma especialização.  Quando Paulinho tinha dois anos eu fui transferido de Recife para Petrolina, no sertão do Estado... muito chororô na despedida. Novas mudanças, novas amizades, novos desafios, muito trabalho! Uma comunidade que nos abraçou com muito carinho, pessoas queridas que passaram a nos amar, e vice-versa.  Ali nasceu nossa filha, Aline Barros. O nascimento de um filho era um sinal que eu precisava voltar aos bancos escolares. Fui cursar o mestrado na Faculdade Teológica de São Paulo. Ainda me lembro do longo trajeto... ônibus de Juazeiro  a Salvador, numa estrada extremamente esburacada e um vôo de Salvador a São Paulo. Lembro  dos dias e noites trancado num quarto de um hotelzinho barato em São Paulo para terminar os trabalhos, que não conseguia fazer em casa...

     Nas férias descobertas de novos locais... nos feriados muita natureza a ser explorada na Chapada Diamantina, na Chapada do Araripe, na Serra da Capivara... Não precisava ir muito longe para fazer um passeio. Bastava pegar  o barco e atravessar o rio para Juazeiro.  Os amigos nos chamavam para as roças... uma roça à margem do Rio São Francisco, era tudo de bom! Ah... como dizia Aline, lá nós éramos celebridades, de vez em quando estávamos nas colunas sociais!
      Naquela cidade acolhedora, nossa casa na Rua da Simpatia, sombreada na frente por uma grande castanhola, era um convite para fixarmos residência ali. Fui ensinar na Faculdade local... De repente... chegou a hora de partir. Não fiz despedida, não disse adeus. Apenas fui. Por isso quando volto lá novamente, parece que eu nunca saí dali.
    O Ceará acolheu de braços abertos um forasteiro... ninguém conhecia meu passado, minha história, minha formação, meus pais... Fortaleza se tornou minha cidade, como Recife, Olinda, Petrolina... mas também como tantas outras onde estive e onde estão meus amigos... Salvador, Natal, Vitória, Brasília, Rio, São Paulo...
    São 21:00 e eu estou voando sobre algum lugar desse Brasil querido, compartilhando com vocês minhas memórias... É bom relembrar, reviver... eu estava com saudade disso!

domingo, 30 de dezembro de 2012

2013...Ano Novo... Vida Intensa e paixões


  Puxa... amanhã é o último dia do ano... foi um ano intenso, isto é, vivido intensamente. Intenso nas atividades, intenso nas exigências, intenso nos desafios, intenso nos medos, nos enfrentamentos...
   Aprendi que a vida precisa ser vivida de forma intensa. Vidinha mais ou menos, calma e serena, sem muita adrenalina, sem ter nada pra contar... pra que? A vida precisa ser vivida intensamente, e uma vida intensa quer dizer uma vida vivida apaixonadamente. Primeiro é preciso paixão pela vida, paixão que um poeta dizia que é “sorvida aos goles”, como uma boa bebida. Estar vivo neste final de 2012, aguardando 2013 é motivo de celebração!

    Mas as coisas não aconteceram do jeito que eu pensei... a tão sonhada oportunidade profissional não surgiu como prevista... ainda não consegui entrar no curso desejado na universidade... o coração ainda está confuso e “só”... as turbulências domésticas continuam rondando o cotidiano e tirando o sossego... Enfim! Celebra-se assim mesmo?

    Celebra, sim! Celebra o dom da vida, celebra a esperança que se renova a cada amanhecer, celebra o calor do sol que aquece o rosto... celebra o Criador!
    É preciso estar apaixonado por uma causa... a paixão alimenta a adrenalina, e empurra você para realizar muito mais!!!!! Edward Gibbon foi um historiador inglês do século XVIII, que quando foi à Roma e viu as ruínas do Forum Romano apaixonou-se por uma ideia, uma causa... relatar o Declínio e Queda do Império Romano. Viveu em função dessa paixão e deixou uma obra que ainda hoje continua tendo o seu valor... um livro que tem a marca da paixão.
   A gente se apaixona por um saber, por um conhecimento, que se mostra e se esconde...
   Minha esposa se apaixonou pela psicanálise lacaniana... não se mede tempo e recursos por uma paixão... enfrenta-se todo o tipo de obstáculo... e já dizia Fernando Pessoa que “tudo vale a pena se a alma não é pequena...” Ela sabe muito melhor do que eu falar sobre essas coisas.... amor, paixão.
    É preciso estar apaixonado pelas pessoas... pelos familiares, pelos filhos, pela esposa, pelo marido, pelos amigos.  Gosto de ficar observando o vaivém das pessoas nos aeroportos e rodoviárias. O fim do ano é a época de maior movimento nestes lugares. E as viagens não são de negócios...  Viaja-se para ver [e rever] pessoas amadas, viaja-se pelo prazer de estar com o outro. Não importa se vamos gastar pouco ou muito... isso não interessa para a paixão.

    O Cristianismo traz dois grandes exemplos de homens apaixonados. Homens em cuja história está condensada a paixão pela vida, por uma causa, e pelas pessoas. Estou falando em primeiro lugar de Jesus. Nem precisa falar muito, porque está nas canções, nos filmes, nos livros... A Paixão de Cristo. Uma vida curta mas intensa.  Ele disse que veio nos trazer vida, e vida com abundância. Ele era um embaixador do Reino do Céu, e esta era a causa que lhe movia. E ele era apaixonado pelas pessoas.  Lembro de uma música antiga que dizia: Marcou a história, transformou corações... perdoou inimigos e salvou multidões... Morreu numa cruz por essa paixão!

   Outro expoente do Cristianismo que não pode ficar de fora quando se fala em paixão chama-se Paulo.  Suas palavras demonstram a paixão que o motiva: Ai de mim, se não anunciar o evangelho...  De boa vontade me gastarei e me deixarei gastar... o que nos motiva é o amor de Cristo (II Co 5.14)...
 

    Pessoas que são movidas por paixões marcam sua geração!!! Vivem intensamente... como Jesus, como Paulo.  Como será 2013? Mais 12 meses de vida na nossa história, que passarão voando, e daqui a pouco vamos comentar sobre o ano que passou tão rápido?
   Não!  Faça cada momento valer a pena. Que seja marcante pra você, que seja marcante para os outros... Um 2013 intenso, e cheio de paixão pra você... Paixão pela vida, paixão por uma causa, paixão pelo Reino e pelo Senhor do Reino, paixão pelos outros, sejam estes namorados, cônjuges, pais, irmãos ou amigos. Vai ser um ano inesquecível!!! Não apenas pelo que você está esperando do ano, mas pelo que você está disposto a oferecer!!!
    

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Menino-Deus: Oportunidade de Adoração para Cultos e Incultos

Como cristãos que somos, deve estar claro pra nós que Natal é muito mais do que o ápice do consumo anual... é mais do que ir aos restaurantes para confraternizações e comprar e ganhar presentes, até porque alguns de nós não usufruímos de nenhuma dessas alternativas.  Um dia destes estava num shopping (para compras natalinas) e ouvi alguém tocando uma música numa loja, era mais ou menos uma oração ao Papai Noel:
"Papai Noel   
Traga um presente pra mim
Lá do céu..."
Era uma súplica a uma divindade gordinha e rosada, que faz a alegria da criançada chamada Papai Noel. Pensei  na teologia de muitos para os quais, Deus é uma espécie de Papai Noel onipresente.
É verdade que os magos caldeus trouxeram presentes... mas  seus  presentes faziam parte da  formalidade exigida pelo momento. O que mais nos intriga quanto a esses homens é o  seu caminho, do Oriente para a Judéia. Foi seu desprendimento em vir da Mesopotâmia, atravessando desertos e perigos para adorar o Rei dos Judeus. Fico pensando no que estamos dispostos a renunciar para adorar o Rei...

Não podemos esquecer dos pastores... não há registros de que trouxeram presentes... este protocolo era desconhecido para homens do campo, não acostumados às formalidades palacianas (ainda que o Rei estivesse numa estrebaria).  Mas foram à Belém...

Em Belém encontramos cultos e incultos reunidos em torno do Menino-Deus:
 Os  magos caldeus, cultos, esclarecidos, entendidos foram atraídos  por um sinal no céu, que as análises astronômicas, a sabedoria milenar e o seu saber científico indicavam tratar-se de algo especial... Foram então em busca de adorar ao ser  percebido através do seu conhecimento... guiados pela estrela...

Os pastores também estavam lá, como dissemos homens simples, não afeitos a leitura das mensagens da natureza, nem ao saber livresco.  Mas homens atentos ao sobrenatural. E de repente viram um coral de anjos no céu anunciando o nascimento do Salvador, e enviando-lhes a Belém.  Claro que se isso tivesse acontecido aos magos caldeus eles iriam analisar o acontecido e chegar à conclusão que estavam tendo um acesso paranoico ou um surto psicótico. Mas não para os pastores, para os quais o sobrenatural não estava descartado, o sobrenatural era manifestação divina que toca o homem. Foram então até Belém... atendendo ao chamado de um coral de anjos!

Eis o mistério do Natal. Homens cultos e incultos adorando ao mistério do Deus-Encarnado. Uns guiados por uma criteriosa análise racional, da trajetória de um astro celeste... outros guiados por uma visão de anjos. Ambos se dispuseram à adoração.  Cada um por sua vez se curvou diante da manjedoura...
Natal é isso. É atendermos ao chamado divino, que nos vem pelas mais diversas formas, e não sermos incrédulos... façamos nosso caminho em busca do Rei nascido, às vezes longo e penoso como o dos magos (para os ricos “no conhecimento”, é sempre uma trajetória complicada)... mas tão produtivo quanto o dos pastores.  E juntos, cultos e incultos nos prostremos diante do Rei que veio nos reconciliar com o Pai!!!
Feliz Natal.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O teu Deus será o meu Deus...


“Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus...”  Rute 1:16


     A decisão de Rute em ficar com Noemi, reveste-se de um mistério e indagações que merecem investigação por parte do leitor... Por que uma moabita deixaria sua pátria, seus familiares e seguiria a mãe de seu marido morto, para uma terra desconhecida?
    Em sua decisão em seguir sua sogra, Rute afirma: “o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus...”
   Rute não conhece o povo de Noemi, nunca foi na terra para onde Noemi ia... Seria então tudo que envolvia Noemi uma total incógnita? Não. Na realidade além da própria Noemi ela conhecia algo mais... e quando ela afirma: o teu Deus é o meu Deus... podemos com certeza entender que ela conhecia esse Deus! Ela demonstra que conhece o Deus de Noemi!
    Ao entendermos que Rute conhecia o Deus de Noemi estamos diante de uma realidade muito forte. Em primeiro lugar estamos falando de um Deus que é relevante na vida da pessoa. Ele não é um mero acessório, não é uma crença ou uma afirmação teórica. Este Deus faz parte da vida e da história de Noemi.
     Era um tempo em que servir e temer a Deus fazia parte do cotidiano das pessoas. Quando indagaram a Jonas quem ele era, ele respondeu: Eu sou hebreu, e temo ao Deus do céu! A relação com Deus fazia parte da identidade do homem.
    Era um tempo no qual a divindade não estava confinada aos “gaps” das explicações científicas, ou aos tratados teológicos que admitem que Feuerbach estava certo, ao afirmar que a divindade é uma projeção do desejo humano...
     Mas é preciso reconhecermos que a época de Noemi em Moabe não foi um período de muita prosperidade ou muita vitória, como falariam os triunfalistas de plantão. Foi uma época de vacas magérrimas.  Uma família longe de casa, fugindo da fome, deixou bens e propriedades na sua terra natal, e foi de mãos abanando para um outro país... Imagine uma família de retirantes nordestinos fugindo da seca (fato bem provável, hoje), cruzando a fronteira do sul penetrando em território uruguaio ou argentino... sem eira nem beira...
     Conseguem se instalar no novo país, aculturam-se, os filhos casam com moças do lugar. Mas a aculturação é parcial... Não abandonam o seu Deus. E as noras moabitas testemunham a fé num Deus invisível, que se mantem viva em  meio a tantas adversidades.
    O pior ainda está por vir... Talvez uma peste, ou uma epidemia dizimou os homens da família. Morreram o marido de Noemi e seus dois filhos, deixando três mulheres viúvas, sendo uma idosa e duas jovens.

    Seria motivo suficiente para o desespero, para o abandono da fé nesse Deus que não poupou seus filhos, que fazia pesar sobre uma velha e sofrida mulher a sua mão...  E nesse momento é preciso registrar que não havia vitória à vista... não havia esperança...
    Mas Deus fazia parte da vida de Noemi... E não apenas quando tudo estava bem, e a alegria invadia o coração e a casa... Ou apenas quando a enfermidade exigia que se fizesse orações e súplicas a um Ser maior que pudesse socorrer o moribundo. Deus fazia parte da vida daquela mulher mesmo quando o marido e os filhos foram enterrados... mesmo depois que a última pá de areia cobriu o corpo inanimado dos entes queridos... quando não havia mais nada a fazer, a não ser chorar e lamentar. Quando todas as lágrimas estavam sendo derramadas... quando a palavra de consolo do outro parece vazia e sem qualquer sentido. Deus continuava sendo relevante para a vida daquela mulher, ainda que fosse para ela se indignar com ele e dizer: “A mão do Senhor voltou-se contra mim...” (Rt 1.13)
     Rute não entende o que está acontecendo. Por que tanto sofrimento sobre uma pobre mulher? Mas o que mais lhe chama a atenção é essa confiança nesse Deus que continua viva, forte, inabalável! Ela sente desejo de servir a esse Deus, de amar esse Deus, de tê-lo também como Senhor de sua vida... O teu Deus, será o meu Deus!

    Que Deus é esse que temos? E que relevância ele tem em nossas vidas para que as pessoas desejem servi-lo, amá-lo, como nós o amamos?
    Ele continua sendo relevante para nós mesmo quando não há sinalizações de grandes bênçãos? Ele continua sendo nosso Deus mesmo quando não entendemos o que ele está fazendo conosco? Se respondermos positivamente outros desejarão ter o nosso Deus, e dirão como Rute: O teu Deus será o meu Deus!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que os olhos não veem o coração não sente!

   Voltei hoje de uma rápida viagem a Recife, onde fui dar um abraço nos meus pais (de dia dos Pais [no meu pai], e de Aniversário [na minha mãe])... O avião sobrevoou a cidade, foi até a zona rural da Caucaia depois aprumou para o Pinto Martins... Voltei pra casa.
    A ida a Recife também fala de um voltar pra casa. Nas palavras da canção de Alceu Valença: Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço...  Me dei conta que estou fora da minha cidade há 11 anos.  Volto pela saudade, da cidade, das pessoas... da minha história, de cada momento vivido ali.
   Às vezes  mergulho no trabalho e deixo a saudade esquecida...  Mas agora, revendo tudo, andando pelas ruas da cidade relembro da máxima: O que os olhos não veem o coração não sente.  Olhar pra cidade, as pontes, as pessoas... é sentir de novo, a dor da saudade, e a certeza  de que meu Recife não está no meu passado, está em cada momento do  meu presente!
   Abracei minha mãe, meu pai, meus irmãos, minhas tias queridas (tia Ruth, tia Moisa, Tia Madalena), meu sobrinho Pedrinho, que eu não estou vendo crescer...
   Na televisão assisto entrevistas com meus colegas de Colégio da Polícia que hoje são comandantes de unidades na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. Recebo um panfleto da campanha eleitoral da cidade que anuncia que Geraldo Júlio que cursou Administração comigo na Faculdade está candidato a Prefeito, apoiado pelo Governador.
   Fui orar na igreja que participei há mais de 18 anos.  Depois subi sozinho a Cidade Alta de Olinda. Andei nas ruas da cidade velha como costumava fazer viajando nas cidades do mundo... Londres, York, Roma, Jerusalém.  Com os olhos curiosos vendo cada coisa como se fosse a primeira vez, com o olfato sentindo cada cheiro..
     Passo pelos velhos casarões... pelas casinhas espremidas entre os sobrados...  percebe-se as definições da pirâmide social nos casarões com eira, beira e tribeira... enquanto nas casas humildes não se tem  “eira nem beira”...
    Subo a Ladeira da Misericórdia... lá de cima a paisagem é soberba, fazendo valer a pena cada esforço da subida.  Lindo... O Recife visto do Alto da Sé, emoldurado pelo casario antigo de Olinda. Tantas vezes já vi essa paisagem... mas a vi novamente como se fosse a primeira vez! Para me deixar levar pelo encanto  do momento. Entardecia...
Depois de anos voltei ao Seminário que frequentei durante toda a década de 90, primeiro como estudante depois como professor.  Conversei com o velho mestre Thomas Fodor, e alguns outros que eram remanescentes do meu tempo.  Tem uma pergunta que sempre surge: E aí, quando volta?
    Tomo o avião no Aeroporto dos Guararapes, com destino a Fortaleza.  Minha esposa veio me buscar.  Voltei. Voltei pra ficar, pois aqui é o meu lugar!
 

domingo, 15 de julho de 2012

Uma cidade chamada Jerusalém

   Na árida paisagem da Judéia, aninhada nas montanhas do Planalto Central de Israel, encontramos a milenar cidade de Jerusalém.  Nem sempre ela foi conhecida por esse nome. Chamava-se Jebus (I Cr 11.4), e os seus habitantes eram os jebuseus. Quando Josué empreendeu a conquista da terra de Canaã muitas cidades ficaram por ser conquistadas (Jos 13.1), entre as quais Jebus.
   Quando Davi foi coroado rei sobre todo o Israel, sentiu necessidade de ter uma capital que fosse geograficamente central, e também segura sob o ponto de vista militar. Uma cidade lhe vinha à mente, por sua localização, sua dificuldade de acesso, que lhe assegurava o título de Fortaleza de Sião (II Sm 5.7): Jebus, Jerusalém.
   Pôs então, no seu coração o desejo de conquistá-la. Escolheu-a para ser sua capital, antes mesmo de conquistá-la. Mas a cidade era soberba, orgulhosa, ciente de suas defesas naturais, que faziam com que suas muralhas estivessem sobre abismos montanhosos. Quem se atreveria a atacá-la? E  mesmo se a atacasse com certeza não lograria êxito em conquistá-la. Tal era sua autoconfiança que se dizia: “Davi, não entrarás aqui; os cegos e aleijados te impedirão...” (II Sm 5.6). Isto é, apenas cegos e aleijados eram necessários para defender a cidade. Em termos de força bélica nada significavam. Em outras palavras, a cidade sequer necessitaria de alguém que a defendesse. De forma alguma Davi entraria lá.
   Quando Davi ofereceu o posto de comandante do exército àquele que conseguisse tomá-la (I Cr 11.6), seu sobrinho Joabe conseguiu conduzir as tropas com êxito e conquistar a cidade, possivelmente pelos túneis que abasteciam de água a cidade (II Sm 5.8). De repente a cidade orgulhosa e cheia de si, que seria defendida apenas por cegos e aleijados, é tomada por Davi.
    Mas é importante registrarmos que, a conquista de Jerusalém não visava apenas um fim político ou militar. Mas, enfim qual o propósito de Davi em conquistar a cidade? Tão logo a cidade é conquistada e o reino de Davi é confirmado sobre Israel, uma coisa é feita, que deixa claro pra nós qual o propósito da conquista da cidade:
    Davi manda trazer a arca de Deus... a arca não era apenas um utensílio, um objeto especial... era a arca de Deus, sobre a qual se invoca o Nome, o nome do Senhor dos Exércitos, entronizado sobre os querubins (II Sm 6.2). A presença da arca em Jerusalém transformava a cidade em habitação de Deus. Esse era o propósito da conquista de Jerusalém, transformar uma fortaleza jebuséia em lugar da habitação de Deus.
     Mas um lugar de habitação de Deus é consequentemente um lugar de adoração. E Davi, convocou Asafe e seus irmãos para ministrarem louvores ao Senhor (I Cr 16.7). Jerusalém tornava-se assim num lugar de adoração ao Senhor dos Exércitos!
Naquela época Israel ainda cultuava a Deus num tabernáculo, uma tenda, uma estrutura transitória, desmontável que não tinha local fixo. Davi então propõe em seu coração a construção de um templo, um lugar de adoração definitivo, não transitório, permanente.
    Mas construir um templo exige direcionamento de recursos, exige esforço, exige disposição, exige comprometimento. E embora não tenha sido responsável por erguê-lo, Davi preparou grande parte dos recursos para que tal empreendimento se tornasse possível (I Cr 22.14-16). Mas tudo isso valia a pena, em se tratando da construção de um lugar definitivo de adoração.
    Jerusalém não era mais a fortaleza de Jebus, era agora habitação de Deus, lugar de adoração, em breve sediaria um lugar definitivo de adoração. Mas uma cidade assim sofreria algum tipo de dificuldade? Não seria totalmente isenta de males? Deus não a tornaria livre de toda possibilidade de sofrimento?
   Não, mesmo sendo habitação de Deus, lugar de adoração, Jerusalém foi uma cidade afrontada, assediada. Das diversas vezes em que foi cercada, combatida, afrontada, desafiada, uma delas vale a pena analisarmos com mais cuidado:
    Era na época do Rei Ezequias... os assírios eram a grande ameaça de todos os povos do Oriente. Formaram o primeiro grande império globalizado. Sua fama de agressividade e crueldade fazia tremer nações inteiras. Seus reis eram famosos como os reis caçadores de leões. Os baixo-relevo das paredes dos palácios de Nínive contavam a história de conquista e poder dos assírios (hoje se acham expostos no Museu Britânico, em Londres).
    Os assírios tomaram o reino-irmão de Israel, cuja capital Samaria caiu sob o poder dos exércitos do Rei Senaqueribe. Em sua política os assírios costumavam destruir a cultura dos povos subjugados, misturando as etnias, trazendo gente de outros lugares para habitar as cidades israelitas (II Rs 17.24).  Quando as crenças não eram destruídas passavam por um processo de sincretismo religioso, assim os samaritanos tornaram-se pessoas que adoravam ao Senhor, mas também cultuavam outros deuses (II Rs 17.33). Agora os assírios se aproximavam de Judá, e não apenas isso, já haviam atacado algumas cidades e levado seus habitantes como cativos, como foi o caso de Laquis (II Rs 18.13).
    Diante da ameaça assíria, Ezequias toma três providências, que vão se mostrar acertadas:
   1) Tapou as fontes das águas que ficavam fora da cidade, privando o inimigo de ser saciado com as águas de Jerusalém (II Cr 32.3-4);
  2) Fortificou o muro, reconstruindo o que estava demolido e levantando novos muros e torres (II Cr 32.5);
  3) Desafiou o povo a confiar no Senhor (II Cr 32.6-8).
     O Rei da Assíria encaminhou um embaixador para negociar a rendição de Jerusalém, chamava-se Rabsaqué. Sua estratégia também consistia em três ações:
    1) Ameaças e amedrontamento: “Que confiança é essa que tens? Em quem tens confiado para te revoltares contra mim?” (II Rs 18.19-21);
   2) Falsas promessas: “Fazei paz comigo e vinde a mim. Assim cada um comerá da sua vide e da sua figueira e beberá a água da sua cisterna; até que eu venha e vos leve para uma terra semelhante à vossa, terra de trigo e de vinho, terra de pão e de mel; para que vivais e não morrais...” (II Rs 18.31-32);
    3) Profecia mentirosa: “Por acaso eu teria vindo atacar e destruir este lugar sem o Senhor? Foi o Senhor que me ordenou: Ataca e destrói esta terra.” (II Rs 18.25)
   Diante da estratégia inimiga, após ter feito sua parte, Ezequias orienta o povo a ficar em silêncio, não responder nada (II Rs 18.36), e orar ao Senhor (II Rs 19.1-19), apresentando-lhe as palavra de afronta ao Senhor, o Deus vivo.
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Jerusalém, não está no passado! Não é uma história antiga. Jerusalém é você, caro leitor temente a Deus!
Você não é fruto do acaso: O Senhor te escolheu, te conquistou, apesar de seu orgulho, de sua autosuficiência. Mas ele te escolheu para que fosses sua habitação, para que se tornasse em lugar de adoração. E este lugar não pode ser passageiro, temporário. É preciso construir em sua vida um lugar definitivo de adoração ao Senhor, para isso é preciso direcionar recursos, comprometimento, e esforços, pois Ele quer um lugar definitivo em sua vida. Chega de andar de um lugar para o outro, buscando Deus aqui ou ali. Construa um lugar permanente de adoração, ainda que isso lhe custe esforço.
Não é porque somos habitação e lugar de adoração de Deus, que estamos isentos de todas as dificuldades. Os nossos problemas não acabaram. Não temos uma história tabajara, nem uma relação tabajara com a divindade. Apesar de tudo, somos afrontados, desafiados, atacados... O que fazer então? Aprendamos com o Rei Ezequias: Tapemos as fontes que alimentam o inimigo, fortifiquemos os muros e confiemos no Senhor!
O inimigo virá com suas estratégias, ameaçando, fazendo falsas promessas e até mesmo com profecias mentirosas. Não discutiremos, ficaremos em silêncio, em oração, apresentando ao Senhor tudo, pois a afronta não é contra nós, não é contra Jerusalém, é contra o Deus vivo. O Senhor concede vitória a Jerusalém, para que todos saibam que só Ele é Deus!!!
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Gostaria de finalizar este post com este vídeo que traz uma música inesquecível: JERUSALÉM....